GNO é o aço elétrico mais usado em transformadores de uso geral, mas a confusão com o aço GO ainda gera especificações equivocadas na produção. Quando o material errado entra no núcleo, as perdas magnéticas sobem e o equipamento entrega abaixo do projeto.
Este artigo compara as propriedades do GNO e do GO, abordando perdas, permeabilidade e aplicações típicas, com critérios práticos para especificar o material certo em cada projeto.
Leia até o final e saia com base técnica para orientar as próximas decisões de compra sem depender do senso comum.
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GNO e GO na especificação: O erro que aumenta as perdas sem avisar
Um pedido de lâminas chega com a especificação “aço silício” e nada mais. O comprador sabe que precisa do material, mas não registrou se é grão orientado ou não orientado.

Na montagem, o núcleo entra dentro das tolerâncias dimensionais, mas as perdas em vazio ficam acima do previsto.
Esse tipo de desvio acontece porque os dois materiais são fisicamente parecidos e cabem nas mesmas dimensões de lâmina EI.
O GNO, aço de grão não orientado, e o GO, aço de grão orientado, diferem na estrutura cristalina, o que define como o campo magnético percorre o núcleo.
Quando o material está errado, o equipamento pode sair da linha dentro das tolerâncias dimensionais e falhar no desempenho elétrico. O desvio aparece na auditoria de perdas em vazio ou, pior, apenas em campo, depois da entrega.
Retrabalho, devoluções e não conformidades que poderiam ter sido evitadas com uma especificação correta desde o início. Para o comprador, esse risco começa na planilha de compras, não na linha de produção.
A especificação incorreta tem outro custo menos visível: ela alimenta um ciclo de trocas de fornecedor na tentativa de resolver um problema que está no projeto, não no material. Entender a diferença entre os dois tipos de aço interrompe esse ciclo antes que ele comece.
A pergunta que fica é, quais critérios técnicos, na prática, orientam essa escolha para quem especifica lâminas regularmente e precisa que o pedido de compra reflita a decisão correta?
O que diferencia o GNO do aço GO no núcleo do transformador
O aço silício existe em duas famílias com comportamentos magnéticos distintos. O GNO tem os grãos cristalinos distribuídos de forma aleatória, resultando em propriedades magnéticas semelhantes em todas as direções, o que se chama de isotropia magnética.
O GO tem os grãos alinhados em uma direção específica durante a laminação a frio, concentrando a permeabilidade magnética em um único eixo.
Para quem trabalha com núcleos empilhados de lâminas EI, a isotropia do GNO é justamente o que o projeto precisa. O campo magnético percorre o núcleo em ângulos diferentes a cada camada empilhada, e o material responde de forma consistente em todo o percurso, sem perda de eficiência por direção preferencial.
O GO, por sua vez, entrega alta permeabilidade magnética em um único eixo. Isso o torna o material adequado para transformadores de distribuição e de alta potência com núcleo enrolado, onde o fluxo magnético percorre sempre a mesma direção.
Fora desse contexto, especificar GO representa custo adicional sem retorno técnico proporcional.
Como exemplo para ilustrar: um fabricante que especifica GO para um núcleo empilhado convencional paga pelo alinhamento direcional dos grãos e não aproveita esse atributo em nenhum ponto da geometria das lâminas EI.
O custo-benefício do GO é invalidado pela própria estrutura do núcleo, e o GNO passa a ser a escolha tecnicamente correta para essa aplicação.
Qual material serve para cada tipo de projeto?
Fabricante de transformadores que atende diferentes segmentos precisa saber de antemão qual material especificar para cada linha de produto. A escolha errada não aparece no corte das lâminas, ela aparece nas perdas do equipamento em campo.
- Transformadores de uso geral e residencial: o GNO é o material padrão para núcleos empilhados de lâminas EI em aplicações monofásicas e trifásicas de baixa e média potência. A isotropia magnética atende ao projeto sem exigir alinhamento de direção no empilhamento.
- Transformadores industriais de média potência: o aço não orientado cobre essa faixa de aplicação, desde que o projeto não exija perdas em vazio abaixo dos limites definidos para transformadores de distribuição com núcleo enrolado.
- Transformadores de distribuição de alta potência: o aço GO é o material indicado. O núcleo enrolado e o fluxo unidirecional aproveitam o alinhamento dos grãos, entregando menor perda magnética por quilograma de material.
- Autotransformadores e transformadores de medição: dependem do projeto. Em configurações com núcleo empilhado, o GNO atende. Em núcleos toroidais ou enrolados, o GO pode ser a especificação correta.
A divisão entre os materiais reflete as condições reais de operação do campo magnético em cada tipo de núcleo. Definir em qual categoria cada projeto se encaixa é o primeiro filtro antes de qualquer cotação de lâminas.
O aço não orientado em produção: Como o material responde em cenários reais
Imagine uma linha de transformadores monofásicos para uso residencial com projeto consolidado e especificação de material definida.
A produção segue sem intercorrências, até o dia em que o fornecedor troca o lote sem aviso e entrega um material com propriedades magnéticas fora da faixa original.
O GNO tem tolerâncias de perda magnética e permeabilidade definidas por grau de material. Quando o grau muda sem notificação, o comportamento do núcleo muda junto, e esse desvio costuma aparecer só na auditoria elétrica, não na inspeção visual das lâminas.
Outro cenário comum: uma fábrica que produz transformadores de distribuição decide substituir o aço GO por um material de menor custo sem revisar o projeto.
O núcleo enrolado passa a operar com um aço que não foi projetado para aquele tipo de fluxo magnético, e as perdas em vazio sobem de forma mensurável na auditoria elétrica.
Em núcleos empilhados, o aço não orientado performa de forma consistente porque o campo muda de direção ao longo das camadas e o material responde uniformemente. Em núcleos enrolados, essa isotropia vira limitação técnica, e o GO assume a vantagem.
Os dois cenários têm algo em comum: o problema não estava no fornecedor nem na linha de produção. Estava na decisão de especificação, tomada antes do pedido de compra.
Considere que a especificação do material não é uma formalidade de compras: ela é parte do projeto elétrico. Pequenas variações no grau do material se traduzem em diferenças reais no desempenho do equipamento entregue ao cliente.
Perdas no núcleo e grau do GNO: O que a especificação realmente controla
As perdas no núcleo são o critério técnico central que diferencia o desempenho de um transformador de outro com o mesmo projeto geométrico.
O grau do material define o nível de perda magnética aceitável para aquela aplicação: graus com menor perda magnética atendem projetos mais exigentes, mas elevam o custo da matéria-prima.
A perda magnética é medida em W/kg sob uma indução específica. Esse número, presente no certificado do material, precisa estar dentro da faixa que o projeto elétrico prevê.
Quando o fornecedor entrega um lote fora da tolerância, o problema não aparece na linha de produção, aparece em campo.
O grau do aço determina também a resposta do núcleo à frequência de operação. Em aplicações a 60 Hz, padrão no Brasil, a escolha do grau impacta diretamente as perdas por correntes parasitas, e esse cálculo precisa entrar na especificação antes de qualquer cotação.
Em lâminas EI para transformadores de uso geral, a conformidade com normas como NBR 5440 e NBR 5356 depende de o material estar dentro das tolerâncias certas, independentemente do tipo de aço escolhido.
Isso exige, da parte do fornecedor, rastreabilidade e certificação documentada do lote entregue.
A diferença entre os dois materiais é de aplicação, não de qualidade superior ou inferior. Especificar o material certo para cada projeto é o que garante que o desempenho do transformador final esteja onde o projeto previu.
Lâminas EI com GNO certificado: Da especificação certa à entrega em 24 horas
Saber a diferença entre os dois materiais resolve a especificação. O que garante a continuidade da produção é ter um fornecedor que entrega o GNO certo, no prazo, com rastreabilidade documentada do lote, sem surpresas entre um pedido e o próximo.
A Novello Import fornece lâminas EI monofásicas e lâminas EI trifásicas com GNO certificado, mais de 1.000 toneladas em estoque próprio e entrega em 24 horas para todo o Brasil com frota exclusiva.
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O material certo na linha de produção começa com um fornecedor que documenta o que entrega. Estoque próprio e frota exclusiva são o que tornam essa garantia possível na prática.
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